Acusada de mandar matar Giovanna Tenório pode pegar 30 anos de prisão

A acusada de mandar matar a universitária Giovanna Tenório, em 2011, foi a júri na manhã desta quarta-feira (11) e segundo o advogado de defesa dela, Raimundo Tenório, ela é inocente. Se condenada, de acordo com o juiz John Silas, Mirella Graconato Ricciardi pode pegar mais de 30 anos de prisão pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver.

Entretanto, enquanto a acusada diz não ter envolvimento com o crime, o pai da vítima, Lenivalton de Lima Andrade, de 61 anos, disse que os últimos anos foram baseados em hospitais e uma dor forte no coração devido ao assassinato da filha.

“Esses últimos 15 dias foram os mais terríveis, eu sofri em função da ansiedade e a família não conseguia dormir. É muito difícil quando percebemos que a pedra caiu no nosso telhado, é dolorido, mas temos a Justiça e amigos que são solidários, isso me faz revigorar. Nada vai trazê-la de volta, mas espero pena máxima”, desabafou emocionado.

O júri, que acontece no Fórum do Barro Duro, em Maceió, ainda não tem hora para terminar. Mas, conforme o promotor de Justiça, Antônio Vilas Boas, a expectativa é a condenação da ré. “O Ministério Público tem plena convicção de que Mirella foi a mandante do crime. Segundo os autos e evidências, as mensagens enviadas pelo celular da Mirella para a vítima foram mensagens com tom ameaçador e certamente estamos convictos de que Mirella é culpada”, informou.

Para o juiz John Silas, é importante que hoje se chegue à conclusão se Mirella é culpada ou não. “Caso ela seja culpada, ela pode pegar mais de 30 anos de prisão porque a ré também responde pelo crime de ocultação de cadáver”, informou o juiz que ainda completou dizendo que ao todo sete testemunhas serão ouvidas.

Serial Killer

O advogado de defesa de Mirella, Raimundo Palmeira, disse que não há qualquer indício de que Mirella seja culpada. “As mensagens que ela mandou para Giovana foi de um ano antes do crime, se Mirella fosse mandar matar todas as mulheres que se envolveram com o seu ex-marido, Antônio de Pádua, ela seria uma serial killer”, ressaltou.

O advogado ainda enfatizou que a preocupação da defesa é a opinião popular que forma um preconceito diante do caso. “A nossa preocupação não são os autos, a defesa não vai ter problema com isso, mas sim vamos lutar pela tirar a preconceituação da opinião popular”, informou.