Máscara de bom moço de Rodrigo Cunha cai após denúncia

O apelido de “paladino da justiça” que permeia a vida do deputado estadual Rodrigo Cunha (PSDB) está com os seus dias contados. Toda a fama de bom moço divulgada em redes sociais chega ao fim com uma denúncia, que o parlamentar usa dinheiro público para pagar despesas pessoais, como IPVA, por exemplo.

É que o Movimento Nacional de Combate a Corrupção Eleitoral (MCCE) em Alagoas, e o movimento Nacional Caras Pintadas, entrarão nesta sexta-feira (24) no Ministério Público de Alagoas (MPE), com representação ao Procurador Geral de Justiça em Alagoas, Alfredo Gaspar de Mendonça, questionando ato de resolução da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), que autoriza deputados usar verba de gabinete para pagar o aluguel, consertos, e IPVA de seus próprios carros, postos a serviço de seus respectivos gabinetes. Rodrigo Cunha é um dos que está usando desse artifício no que constam os documentos apresentados pelo movimento.

Entre as provas, está um recibo de R$ 135,00 que o deputado apresentou para colocar películas de proteção solar em um veículo. Em outro serviço automotivo, a verba chega a mais de R$ 7 mil. Em outra o IPVA pago no mês de setembro no valor de R$ 318,75.

Os respectivos líderes dos movimentos sociais, Raudrin de Lima e Fernando CPI, justificaram que o ato de resolução da Assembleia Legislativa, não dar legalidade ao caso, pois não existe condão jurisprudencial sobre está questão, no nosso ordenamento jurídico vigente, e que essa resolução fere os princípios da finalidade, princípio do interesse público, princípio da impessoalidade entre outros.

O movimento pede que o núcleo da Fazenda Pública Estadual do MPE, tem que cobrar que a Assembleia firme e elabore o devido projeto de lei sobre esta questão, para que tenha força de lei e que acabe o maremoto de maracutaias, que já aconteceram no referido recinto parlamentar, além desta representação os referidos movimentos entraram com a devida ação judicial sobre este caso.

O movimento alega que não justifica que cidadãos comuns tenham que se sacrificarem para sobrevivência com um custo de vida alto, enquanto representantes do povo no parlamento da casa de Tavares Bastos gozem de tamanhas regalias; enquanto em países ricos do primeiro mundo como na Suíça Parlamentares e Ministros andam de ônibus e trem, políticos em Londres só podem usar transportes públicos, na Suécia Deputados não recebem salários e andam de ônibus.

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