Lixo e ossos expostos em mais um cemitério da capital

Após a “maquiagem” realizada nos cemitérios da capital para o Dia de Finados, no início do mês. Populares denunciam que ossadas estão expostas no cemitério público de São José, localizado no Trapiche da Barra.

Ainda não se sabe o motivo para o ocorrido, mas a situação está exposta para quem visita o local, além do acúmulo de lixo.

Há menos de um ano, situação semelhante foi encontrada no cemitério Divina Pastora, no bairro do Rio Novo, em Maceió. Na época, circulou nas redes sociais uma foto de um cadáver sendo devorado por um urubu e que boa parte dos corpos não estava sendo enterrada por falta de espaço.

O Ministério Público Estadual (MPE) foi acionado e visitou o cemitério, e encontrou um cenário de total descaso. Eram restos mortais espalhados pelo terreno e alguns até carbonizados.

Também na época, a Arquidiocese de Maceió apresentou um projeto para a reforma depois que a prefeitura interditou a área destinada a sepultamentos de corpos de indigentes após as denúncias.

A Perícia Oficial do Estado de Alagoas (Poal) e o Instituto de Medicina Legal da capital (IML) também cobraram da Prefeitura de Maceió vagas em cemitérios públicos para enterrar os corpos de indigentes. Diante da situação, a solução adotada pelo município foi a liberação de dez vagas por mês, o que é insuficiente para dar conta da demanda.

O IML não dispõe de cemitério próprio para enterrar os indigentes e a responsabilidade de disponibilizar vagas é da prefeitura. Há vários anos não se constrói um cemitério público na capital.

Parece que o problema agora se transferiu para o Trapiche. E a Prefeitura ainda está estudando a construção de um crematório público. No início deste mês, a Câmara Municipal de Maceió solicitou ao Poder Executivo um estudo que possibilite ao município construir novos cemitérios na capital alagoana.

A Semds informou que as obras de vagas em ossuários coletivos já foram concluídas pela prefeitura e que não há problema com a falta de espaço nos cemitérios. “Todas as obras já foram concluídas e não estamos tendo problemas com a falta de vagas nos cemitérios”.

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