Briga na PGE: Raimundo Tavares quer voltar a ser o que nunca foi

A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) está vivendo momentos de tensão por causa de um pedido do ex-deputado Raimundo Tavares.

O político quer que seja anulado o ato de “anuência” que teria permitido que fosse transferido, em 1994, para o Tribunal de Contas do Estado (TCE). Na corte, ele ocupou o cargo de procurador.

Mas, o procurador Márcio Guedes, analisando o caso, chegou à conclusão, que na realidade, Raimundo Tavares nunca foi procurador do Estado.

Ou seja, não poderia retornar ao cargo que jamais exerceu.

Em contraponto, o chefe da PGE, Francisco Malaquias, analisou de forma diferente. Ele publicou no Diário Oficial do Estado (DOE) um despacho acatando o pedido de Tavares.

Para Guedes, tudo não passa de estratégia política já que não há provas documentais de que o ex-deputado tenha exercido a função de procurador de Estado.

“Não há nenhum documento e nenhum pagamento de previdência”, disse Guedes ao A Notícia. “Nada consta expressamente sobre o cargo público ocupado, nem o órgão público vinculado.”

E mais: na data que teria ido por anuência para o Tribunal de Contas, dezembro de 1994, Tavares ocupava o servidor o cargo no Poder Judiciário, de Técnico Legislativo. E não o cargo de Procurador de Estado. É o que consta dos autos.

Agora, a batata quente está nas mãos do governador Renan Filho, que deve decidir a questão.