Abertura do Festival Maceió Verão 2018 é marcada por confusões

Confusão foi à palavra de ordem da abertura do Maceió Verão 2018. Com apresentações de Léo Santana e Cláudia Leitte, o festival que tem como proposta limpar a má reputação do atual prefeito Rui Palmeira começou neste sábado, 6, no estacionamento do Jaraguá, em Maceió.

Durante a apresentação do cantor Léo Santana, diversos focos de brigas foram filmados, causando desespero ao público que queria apenas se divertir.

Um vídeo que também circula em algumas redes sociais, mostra uma multidão invadindo o local, após ser constatado que o estacionamento, que está fechado para realização de um evento publico, teria atingido sua capacidade máxima de 30 mil pessoas.

Houve tumulto na metade do show, já durante a noite. As pessoas que ficaram do lado de fora do evento forçou a entrada e acabou derrubando parte do portão que dava acesso ao local.

A Polícia Militar precisou agir, disparando tiros de bala de borracha. Ao menos uma bomba de efeito moral foi detonada para dispersar a multidão que não conseguiu entrar. Algumas pessoas foram detidas e outras, que passaram mal na confusão, foram atendidas pelo Corpo de Bombeiros.

Quem tentava entrar de qualquer jeito, atirava latas e garrafas na direção dos policiais. Dois deles, um do lado de dentro e outro do lado de fora, lotado na cavalaria, foram atingidos por latas.

Fruto de uma organização incompetente, o evento já se fadava ao fracasso desde sua licitação. A Branco Promoções e Eventos, empresa vencedora para produzir o evento, embora seja conhecida por elaborar shows e festivais gigantescos, não possui uma boa reputação perante os produtores musicais.

Nesta semana, um impasse entre prefeitura, empresa e ambulantes causou preocupação entre mais de 150 famílias que dependem da venda de bebidas e comidas dentro desse tipo de evento.

Na última quarta-feira, 3, cerca de 50 ambulantes realizaram protesto em frente ao Ministério Público Estadual (MP-AL), no Bairro do Poço, contra a organização do Maceió Verão 2018.

O motivo da revolta era a proibição da venda de produtos nas dependências do evento. Segundo a ambulante Sirlene Nunes, 44, o evento era bastante esperado pela categoria. “Nos outros anos pudemos trabalhar normalmente. Agora, além de pagarmos uma taxa para isso, temos que ficar longe do local do evento”, comparou a comerciante.

A indignação se tornou maior ao saber que esquema semelhante também poderá ser implantado no São João, já que a mesma empresa também ficou responsável pela festividade.

Neste sábado, a Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), o Município de Maceió e a empresa Branco Promoções de Eventos e Editoras Musical Ltda, tiveram, mesmo que de má vontade, reservar um espaço dentro da área interna de acesso gratuito para acomodação dos vendedores ambulantes previamente cadastrados e que efetuaram o pagamento da taxa de licença para comércio eventual ou ambulante.

A decisão, proferida pelo desembargador Tutmés Airan de Albuquerque Melo, atende ao pedido da Defensoria Pública do Estado.

Além de tentar a qualquer custo atrapalhar o trabalho de ambulantes que não fossem associados a empresa organizadora, na última quinta-feira, 4, o presidente do Grupo Gay de Alagoas (GG-AL), Nildo Correia, formalizou uma denúncia de homofobia contra a empresa responsável pela realização do evento.

Segundo Correia, a comissão organizadora da Parada de Maceió e voluntários do GG-AL estavam trabalhando na produção de uma barraca denominada Fruta Gogoya, que ao longo das edições do Maceió Fest, anualmente era montada.

Seguindo as orientações da Fundação Municipal de Ação Cultural da Cidade de Maceió (FMAC), o ativista entrou em contato com o departamento comercial da empresa Branco Promoções e Eventos, para buscar informações de como proceder para garantir um quiosque .

Correia afirma que ao informar que o local tratava-se de um espaço LGBT, uma representante da empresa enviou um áudio informando que não havia mais espaço.

A empresa informou que o quiosque não estaria em padrões exigidos pelo evento, mas Nildo Correia discordou com o argumento.

No evento, o cantor Léo Santana elogiou em diversos momentos de sua apresentação a iniciativa do prefeito Rui Palmeira em projetar um evento como esse, exigência feita pela assessoria do gestor para aliviar a má fama da gestão, e das péssimas decisões que Rui tem tomado nos últimos meses.

Confira abaixo o momento das confusões:

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