Quintella diz já estar armado contra campanhas difamatórias

O ministro dos Transportes, Mau­rício Quintella, em conversa com o jornalista Cícero Filho, do pro­grama Perguntar Não Ofen­de, da TV Maceió Agora, falou as­suntos polêmicos, como a Ope­ração Gabiru e a perseguição política contra o também ministro Marx Beltrão. Confira!

1 – Mal iniciou o ano e as campanhas difamatórias já começaram. Será inevitável não falar da Operação Gabiru. O que dizer à oposição e à sociedade sobre o seu envolvimento?

Foi importante, pois combater o desvio de dinheiro da merenda escolar é fundamental e quem me conhece sabe que eu seria incapaz de mexer no dinheiro da merenda das crianças. Aliás, quando fui secretário de Educação do município houve a descentralização da compra de merenda. Ou seja, tirar da secretaria e passar para as direções das escolas essa responsabilidade, desarticulando as combinações entre vendedores e compradores. Quando assumi a Secretaria do Estado, estava um caos o transporte e a merenda e fizemos uma concorrência com mais de 40 empresas. Por azar, uma que ganhou acabou sendo investigada e, por consequência, como gestor fui questionado. Nunca respondi por ação penal em relação a isso e o que existe é um processo por improbidade. Não tenho a menor dúvida de quando julgado seremos absolvidos.

2 – O ministro Marx Beltrão foi manchete nacional de uma denúncia antiga e ele mesmo disse que foi plantada por caciques da política alagoana. Você teme que isso aconteça com o senhor?

Estou preparado. Estranhei essa matéria em relação ao ministro porque ele vem realizando um bom trabalho. Uma dessas ações nem foi recebida pelo STF. Essas novas são de improbidade no tempo que era gestor de Coruripe. Ele terá a oportunidade de se defender. O que me estranha é o fato do quadro tratar de ações atuais e, de repente, foi buscar essa do passado. Por ser ano eleitoral, a partir de agora vai acontecer com mais frequência.

3 – O PR está ao lado do prefeito Rui Palmeira. O senhor defende a campanha dele para o Governo do Estado?

Defendo com toda força. Acho que ele foi um grande prefeito no primeiro mandado, um homem sério, administrador experiente e o estado precisa ter o debate. E não uma única candidatura. Tenho um bom relacionamento com o governador Renan Filho, pessoa muito boa, estamos trabalhando em conjunto nos aeroportos regionais, no Viaduto da Polícia Federal. O que posso fazer pelo Estado, estou fazendo. Mas é bom para a democracia que as pessoas tenham a oportunidade de ouvir lados antagônicos.

4 – Quem está administrando melhor: Rui Palmeira na capital ou Renan Filho no Estado?

Rui Palmeira. Já foi prefeito uma vez, com excelente gestão, se reelegeu com voto absoluto do maceioense num momento de crise. Apesar das dificuldades desse primeiro ano, como a chuva que castigou a cidade, ajudamos muito o prefeito com a liberação de R$30 milhões em obras emergenciais, fora outros parlamentares federais que ajudaram. Respeito o governo do Renan Filho, a meu ver ele é atuante, conseguiu um ajuste fiscal importante, apoio da bancada federal na renegociação da dívida melhor que outros governadores. Mas qual a grande obra que o governador tem no estado? O que existe são ordens de serviços e promessas, pelo menos até o presente momento. Ainda não deixou sua marca.

5 – Como o senhor avalia os hospitais construídos na capital?

Primeiro, o Estado precisar saber se tem condições de cuidar do que já tem. A gente vê o caso do HGE, Santa Mônica e unidades do interior. Mas ele optou pela construção de grandes hospitais e, isso me preocupa, porque se não consegue manter o que tem com um atendimento razoável, imagine com mais unidades.

 6 – Já pensando em 2020, o senhor sonha em ser prefeito de Maceió?

Estou no sexto mandato parlamentar, dois como vereador e quatro como deputado federal. É o sonho de todo político administrar a sua cidade, ainda mais Maceió, uma das capitais mais bonitas, e ao mesmo tempo carente. Mas hoje não faz parte dos meus planos. Quero terminar o meu trabalho no Ministério, entregar as obras que estão sendo feitas ou deixar encaminhadas. Ver o andamento dos trabalhos na duplicação de rodovias, o viaduto da PRF, assim como a concessão e recuperação do aeroporto Zumbi dos Palmares. E finalizado esse período, volto ao meu mandato e, então, decido se concorro a Câmara ou ao Senado.

7 – Quantos bilhões por ano são necessários para manter a malha viária do Brasil. O montante discutido pelo Ministro Meirelles em 2017 é o ideal para 2018?

Não é. O necessário hoje para a manutenção com mais de 50 mil quilômetros de malha federal seria de R$ 6 bilhões, mas para 2018, teremos apenas R$ 4 bilhões. Ccom isso iremos cobrir 85% das rodovias. Bem gerenciado conseguiríamos manter a malha federal de nível bom, já que mais de 60% dela está entre os níveis bom e ótimo.

8 – O senhor é ministro de um superministério, o que tem sido feito em Alagoas pelo porto e pelo aeroporto?

Hoje, 85% da carga de passageiros é via rodoviária e outra parte de avião. Precisamos mudar esse cenário e estamos investindo em ferrovias e hidrovias, diversificando a nossa malha. Nosso porto que perdeu competitividade. Bem localizado, boa estrutura, mas desde 1998 não tem uma limpeza em seu acesso. Contratamos uma dragagem para permitir  que uma capacidade de aumento de carga e navios de turismo voltem a capital. No aeroporto, obras de reparo em vários setores, a coberta do estacionamento, e agora licitamos e começamos o novo sistema de ar condicionado.

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