Segredo de Collor escondido a sete chaves no STF movimenta a PF

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, resolveu acatar um pedido da Polícia Federal a respeito de uma investigação misteriosa que acontece em total sigilo envolvendo o senador Fernando Collor de Melo (PTC-AL).

O inquérito envolvendo o ex-presidente foi instaurado em abril de 2017 e agora a PF pede mais tempo para as investigações. Cármen Lúcia concedeu um prazo maior para o trabalho da Polícia Federal. Collor é investigado no âmbito da Operação Lava Jato. O político é acusado de crimes de lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva. A ministra estendeu o prazo na terça-feira, 2 de janeiro.

Normalmente, quem faz este tipo de decisão é o relator do caso, ficando a cargo da presidência, durante o recesso, decidir sobre assuntos urgentes que chegam ao Supremo. Mas Cármen tem dado andamento a algumas investigações que tramitam no STF, criticado pela lentidão dos andamentos. O Supremo só volta as atividades regulares em 1º de fevereiro.

Conforme o andamento da Lava Jato, as delações premiadas de executivos e ex-executivos da empreiteira Odebrecht deram base para 97 inquéritos no Supremo, todos aprovados pelo relator dos processos da Lava Jato no STF, Edson Fachin.

Há apenas a informação de que, no dia 14 de novembro passado, Cármen Lúcia aceitou o pedido da PF para dar andamento no processo. No entanto, não há mais nada relacionado sobre Collor disponível. Também não é especificado o porquê do caso estar sob sigilo na Justiça.

O ministro Luiz Fux chegou a pedir uma opinião sobre o caso de Collor para a Procuradoria-Geral da República. A resposta chegou tardiamente, poucos dias antes de se iniciar o recesso do Supremo, em 19 de dezembro. Também não há informações sobre qual a opinião dada pela Procuradoria, mas foi a partir daí que Cármen Lúcia estendeu o prazo das investigações da Polícia Federal.

Nas eleições presidenciais de 2018, Fernando Collor poderá ser um futuro candidato, mas a Operação Lava Jato poderia prejudicá-lo. A Procuradoria já acusou o senador de receber cerca de R$ 29 milhões em propina por conta de sua influência política na Petrobras.

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